
Rússia critica 'política de vários Estados europeus de reviver o nazismo'

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, defendeu, nesta quinta-feira (30), o fortalecimento da parceria estratégica com o Cazaquistão diante da "persistente política de vários Estados europeus de reviver o nazismo".
Lavrov, que está na capital cazaque, Astana, argumentou que a memória histórica compartilhada adquire relevância especial "nas circunstâncias atuais", tendo em vista ações de países da comunidade internacional de "incitar mais uma vez os povos da Europa contra o nosso Estado".

Então, argumenta o chanceler, o contexto geopolítico reforça a necessidade de alinhamento entre Moscou e Astana. "Agora, a Rússia foi escolhida como o principal alvo, mas, em geral, isso não altera a situação", afirmou, em relação às parcerias e à estabilidade das nações aliadas da Eurásia.
Mais que vizinhos
Lavrov discursou ao lado do chanceler cazaque, Erlan Kosherbayev. O lado russo lembrou que as nações estão ligadas por "tradições seculares de boa amizade e respeito mútuo".
Ele ressaltou que a cooperação bilateral se apoia, entre outros fatores, na história comum da Segunda Guerra Mundial, elemento que, segundo o ministro, permanece central na política externa de ambos.
O resultado desta parceria histórica, para Lavrov, é a ausência de "áreas fora do diálogo". Como exemplo, o chanceler citou alianças em comércio, energia, educacional, cultural e na "manutenção da estabilidade no espaço eurasiático".
