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Rússia na ONU: Envio de armas nucleares à Ucrânia 'ultrapassa todos os limites imagináveis'

Diplomata denunciou planos atribuídos a Reino Unido e França; Moscou adverte sobre "consequências potencialmente catastróficas".
Rússia na ONU: Envio de armas nucleares à Ucrânia 'ultrapassa todos os limites imagináveis'Legion-media.ru / Kyodo

O chefe da delegação russa na 11ª Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), Andrey Belousov, denunciou na terça-feira (28) os planos de Londres e Paris para transferir armas nucleares ao regime de Kiev. Belousov também atua como embaixador para missões especiais do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

"Vieram à tona informações de que certas forças em Londres e Paris estavam considerando uma ideia escandalosa, absolutamente inaceitável e que mina diretamente o princípio central do TNP: a possível transferência de elementos de armas nucleares à Ucrânia", acusou Belousov, durante seu discurso na conferência.

Ele enfatizou que isso "ultrapassa todos os limites imagináveis".

Armas nucleares para a Ucrânia?

Em 24 de fevereiro, o Serviço de Inteligência Externa (SVR) da Rússia revelou que o Reino Unido e a França planejam enviar secretamente ao regime ucraniano uma ogiva nuclear francesa.

De acordo com um comunicado, Londres e Paris trabalham em "questões" relacionadas com o fornecimento de armamento atômico para a Ucrânia.

No mesmo dia, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que qualquer tentativa de fornecer capacidades nucleares à Ucrânia seria recebida com uma "resposta firme" de Moscou e arriscaria um "conflito militar direto entre potências nucleares".

"Declaramos repetidamente que quaisquer tentativas de alterar o status não nuclear da Ucrânia, muito menos de permitir que o regime profundamente antirrusso de Kiev obtenha armas nucleares, são categoricamente inaceitáveis", disse.

A porta-voz finalizou com um aviso. "Alertamos mais uma vez sobre os riscos de um conflito militar direto entre potências nucleares – e, por sua vez, sobre as consequências potencialmente catastróficas".