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'Princípio inviolável': Rússia e aliados dizem que guerra nuclear jamais deve ser uma opção

Afirmação foi feita durante conferência da ONU e destaca necessidade de cooperação e estabilidade internacional.
'Princípio inviolável': Rússia e aliados dizem que guerra nuclear jamais deve ser uma opçãoGettyimages.ru / Michael Dunning

A Rússia e os países aliados da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC) reafirmaram, nesta quarta-feira (29), o compromisso com a não proliferação nuclear e defenderam que uma guerra atômica "jamais deve ser uma opção".

O comunicado da OTSC entra no contexto da 11ª Conferência de Revisão do Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), que começou na segunda-feira (27), nas Nações Unidas.

A organização — que une Rússia, Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Tadjiquistão — argumentou pela necessidade de cooperação multilateral e fortalecimento do tratado como eixo central para a segurança internacional.

Equilíbrio e diplomacia

No documento, os Estados-membros destacaram a essencialidade do TNP para a manutenção da estabilidade global. "Desde sua entrada em vigor, o TNP permanece um dos pilares da arquitetura de segurança internacional".

A OTSC também ressaltou a necessidade de equilíbrio entre os três pilares do acordo: desarmamento, não proliferação e uso pacífico da energia nuclear.

"A igual importância dos três pilares fundamentais do TNP (...) garante que o Tratado não só resista aos desafios e ameaças atuais, mas também permaneça como a base para a cooperação interestatal".

Riscos crescentes

Os debates sobre a revisão do TNP entram em cena em um contexto geopolítico de tensões, o que levou a OTSC a expressar preocupação adicional com o tema. "Pelos crescentes riscos de uma corrida armamentista e escalada de conflitos, a preservação e o fortalecimento do TNP são particularmente importantes", diz o texto.

A ONU, por sua vez, também alertou para o agravamento do cenário global no dia da abertura dos debates. O secretário-geral, António Guterres, afirmou que a conferência é uma oportunidade de "proteger a humanidade da grave ameaça da aniquilação nuclear" e advertiu para um "estado de amnésia coletiva" sobre os riscos dessas armas, defendendo a revitalização do tratado.