O presidente dos EUA, Donald Trump, descartou a proposta iraniana de primeiro suspender o bloqueio naval e reabrir o Estreito de Ormuz antes de retomar as negociações nucleares, declarou ao portal Axios nesta quarta-feira (29).
De acordo com Trump, Washington manterá a pressão marítima sobre a República Islâmica até que seja alcançado um acordo que responda às supostas preocupações americanas sobre seu programa nuclear.
No dia anterior, Trump alegou que o Irã havia lhe pedido para suspender o bloqueio naval "o mais rápido possível". Segundo o mandatário, a República Islâmica se encontra em um "estado de colapso" e pede a reabertura da via marítima enquanto tenta esclarecer a situação de sua liderança.
EUA em declínio?
Sua declaração surgiu no mesmo dia em que o porta-voz do Ministério da Defesa do Irã, Reza Talaei-Nik, afirmou que "os Estados Unidos já não estão em posição de ditar suas políticas às nações independentes".
Ao mesmo tempo, Alaeddin Boroujerdi, membro da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa da câmara legislativa da República Islâmica, comentou nesta semana que o Irã está elaborando uma lei sobre novos procedimentos para o trânsito pela via estratégica, que será aprovada imediatamente após o Parlamento do país persa retomar suas sessões.
- Em 21 de abril, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã estabelecido em 7 de abril. Ele explicou que a decisão se deveu ao fato de o governo iraniano estar supostamente "gravemente dividido" e de o Paquistão ter solicitado a Washington que suspendesse seus ataques contra a república islâmica "até que seus líderes e representantes possam apresentar uma proposta unificada".
- Trump também informou que havia ordenado às Forças Armadas que mantivessem o bloqueio naval no Estreito de Ormuz e permanecessem em estado de alerta e operacionais.