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Trump afirma que Irã pediu reabertura do Estreito de Ormuz 'o mais rápido possível'

Segundo o presidente americano, a República Islâmica está em "estado de colapso".
Trump afirma que Irã pediu reabertura do Estreito de Ormuz 'o mais rápido possível'Gettyimages.ru / U.S. Navy

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (28) que o Irã havia solicitado a reabertura do Estreito de Ormuz, em meio ao bloqueio naval dos EUA à República Islâmica.

"Eles querem que abramos o Estreito de Ormuz o mais rápido possível", escreveu o presidente dos Estados Unidos no Truth Social.

Segundo o Trump, o Irã se encontra em um "estado de colapso" e pede a reabertura da rota marítima enquanto tenta resolver a situação de sua liderança.

Posição do Irã

O presidente dos EUA deu a declaração no mesmo dia em que o porta-voz do Ministério da Defesa do Irã, Reza Talaei-Nik, declarou que "os EUA já não estão em posição de ditar suas políticas às nações independentes".

Ao mesmo tempo, Alaeddin Boruyerdi, membro da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa da Câmara Legislativa da República Islâmica, comentou que o Irã está elaborando uma legislação sobre o controle do tráfego no Estreito de Ormuz, que, segundo ele, será aprovada imediatamente após o parlamento iraniano retomar os trabalhos.

  • Em 21 de abril, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã estabelecido em 7 de abril. Ele explicou que a decisão se deveu ao fato de o governo iraniano estar supostamente "gravemente dividido" e de o Paquistão ter solicitado a Washington que suspendesse seus ataques contra a república islâmica "até que seus líderes e representantes possam apresentar uma proposta unificada".
  • Trump também informou que havia ordenado às Forças Armadas que mantivessem bloqueio naval no Estreito de Ormuz e permanecessem em estado de alerta e operacionais.
  • Em 18 de abril, a Guarda Revolucionária do Irã declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington levante completamente o bloqueio naval. "Aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado cooperação com o inimigo e o navio infrator será atacado", enfatizou.