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'Choque histórico para mercados': Preocupante previsão do Banco Mundial sobre preços da energia

Os fertilizantes, alimentos básicos e metais também vão aumentar.
'Choque histórico para mercados': Preocupante previsão do Banco Mundial sobre preços da energiaGettyimages.ru

Os preços mundiais da energia aumentarão 24% em 2026, atingindo os níveis mais altos desde 2022, alerta um novo relatório do Grupo Banco Mundial publicado na terça-feira (28).

"O início da guerra no Oriente Médio representa um choque histórico para os mercados de matérias-primas, que em março provocou a maior perda de fornecimento de petróleo já registrada", diz a publicação.

De acordo com o Banco Mundial, se "a fase mais crítica" das interrupções no comércio de matérias-primas chegar ao fim em maio, enquanto os volumes de transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz voltarem a se assemelhar aos anteriores às hostilidades no Oriente Médio até outubro, os preços médios das matérias-primas aumentarão 16% este ano, representando o primeiro aumento anual desde 2022.

"Isso deixaria os preços 25% acima do previsto em janeiro de 2026. Esta projeção base depende da evolução dos mercados de energia. Dado que os preços do petróleo e do gás natural dispararam devido à escassez de oferta, prevê-se que os preços médios da energia aumentem 24% em 2026", alerta o relatório. As previsões apontam que o preço do barril de Brent chegue este ano a uma média de US$ 86, uma alta de US$ 26 desde janeiro.

Por outro lado, os preços dos fertilizantes, alimentos básicos e metais também vão aumentar. "Projeta-se que os preços médios dos metais básicos atinjam um máximo histórico, assim como os dos metais preciosos, em meio a uma volatilidade extraordinária", indica o documento.

Não são as cifras definitivas

No entanto, se as interrupções de todo tipo de fornecimento se prolongarem mais do que o previsto ou se agravarem, os preços podem se tornar ainda mais altos do que o esperado. Nesse caso, "o preço do petróleo Brent em 2026 poderia ter uma média entre US$ 95 e US$ 115 por barril, e os preços de outras matérias-primas também superariam em muito as previsões", acrescenta o Banco Mundial, acrescentando que "além disso, os preços dos metais básicos poderiam aumentar mais do que o antecipado devido à inflexibilidade da oferta e à resiliência da demanda".

O relatório destaca que, partindo das hipóteses base, o aumento dos preços da energia afetará negativamente as economias emergentes e em desenvolvimento, desacelerando seu crescimento e elevando sua taxa de inflação média ao nível mais alto em quatro anos.