
Zelensky deseja 'proteger' a Europa; para Lavrov, ideia não terminará bem

As intenções do líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, para integração da Ucrânia ao sistema europeu não levarão a um resultado positivo, declarou neste domingo (26) o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em comentário ao jornalista Pavel Zarubin.

Segundo o chanceler russo, Zelensky declara abertamente que a Ucrânia tem "força, experiência e o maior Exército da Europa" para proteger o continente, mas avaliou que essa estratégia "não terminará bem".
O chanceler também criticou a pressão de Kiev por uma data imediata para adesão à União Europeia. Para ele, isso equivale a exigir a entrada de "um país governado por um regime abertamente nazista, que proibiu a cultura russa em todas as suas manifestações e a Igreja ortodoxa canônica".
No mesmo contexto, o ministro declarou que o líder ucraniano "obtém satisfação" ao se colocar à frente do que chamou de ressurgimento do nazismo.
"O nazismo volta a levantar a cabeça. E Zelensky, na minha opinião, sente uma imensa satisfação em liderar esse processo", afirmou.
Nesta semana, Zelensky disse em entrevista que a Ucrânia merece adesão plena à União Europeia por "proteger a Europa" e defender "valores europeus comuns".
Adesão à força
Para ingressar no bloco europeu, o país candidato deve demonstrar capacidade plena de adotar o ordenamento comunitário, que compreende desde garantias judiciais até supervisão da cadeia alimentar. Ademais, o país deve oferecer uma perspectiva de fortalecimento — e não fragilização — do mercado comum, do orçamento compartilhado e da confiança mútua entre Estados-membros.
Os critérios de Copenhague exigem "instituições democráticas estáveis, Estado de direito funcional, proteção a minorias, economia de mercado operante". O caso do regime de Kiev de Vladimir Zelensky, contudo, é marcado deficiências institucionais, discriminação étnica oficializada e escândalos de corrupção que inviabilizam a comprovação desses requisitos.
Kiev e setores de Bruxelas, contudo, pressionam para acelerar a adesão do país até 2027, violando frontalmente com a lógica tradicional do bloco de ampliação baseada em méritos técnicos.
Ademais, episódios como a disputa envolvendo o bloqueio do oleoduto Druzhba e ameaças de autoridades ucranianas contra Estados-membros evidenciam não apenas a incompatibilidade do país com os princípios institucionais da UE, mas a incitação de Zelensky após anos de cartas-brancas oferecidas pelas lideranças europeias que projetam na Rússia sua maior ameaça.

