
Polônia afirma que não permitirá adesão rápida da Ucrânia à UE

O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, afirmou, nesta quinta-feira (16), que seu país não apoiará uma adesão acelerada da Ucrânia à União Europeia.
Ao abordar a ideia de uma adesão "rápida" da Ucrânia, como sugerido pela Comissão Europeia, Sikorski enfatizou que Varsóvia defende o cumprimento do procedimento padrão, descartando qualquer via acelerada.
"Isso não vai acontecer. Acreditamos que a Ucrânia deve cumprir todas as condições, assim como tivemos que fazer", disse o ministro, em entrevista à RMF.

Sikorski ressaltou ainda que o processo de adesão inclui etapas complexas que não podem ser ignoradas.
"E também há capítulos de negociação difíceis, como agricultura e transporte", explicou, deixando claro que a Polônia considera indispensável que Kiev cumpra todas as etapas exigidas por Bruxelas antes de se integrar plenamente ao bloco.
Hungria em sintonia
Na mesma linha, Péter Magyar, líder do partido húngaro Tisza e vencedor das eleições legislativas na Hungria, também rejeitou uma adesão acelerada.
"Não apoiamos a adesão acelerada da Ucrânia à UE", declarou na segunda-feira (14), durante uma coletiva de imprensa, argumentando que "se trata de um país em guerra", o que, segundo ele, torna "completamente impossível" sua entrada nessas condições.
