Reino Unido não interfere em compra de F-16 pela Argentina por pressão dos EUA — Telegraph

Restrição de acordos comerciais militares entre britânicos e argentinos segue em vigor em razão da disputa pelas Malvinas.

Os Estados Unidos pressionaram o Reino Unido a não se opor à compra de caças F-16 pela Argentina, informou o jornal britânico The Telegraph na sexta-feira (24), com base em fontes ligadas ao caso.

O Reino Unido mantém uma proibição rigorosa de exportação de armas e componentes militares à Argentina devido à disputa pelas Ilhas Malvinas. Ainda assim, de acordo com o jornal, autoridades do Ministério das Relações Exteriores britânico receberam orientações de Washington para não bloquear o acordo.

Três fontes ouvidas pela publicação afirmaram que houve pressão direta para que a compra fosse concretizada. "Houve reuniões no Reino Unido e foi comunicado claramente que esse seria o acordo", disse um dos informantes.

A venda dos caças, adquiridos da Dinamarca, foi acertada em 2024, durante o governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Uma fonte argentina próxima às negociações afirmou que os EUA apresentaram argumentos considerados decisivos em reuniões reservadas e classificou a transferência das aeronaves como estratégica.

O presidente da Argentina, Javier Milei, recebeu os F-16 em dezembro e os definiu como "anjos da guarda" do país.

Após a conclusão do acordo, um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reiterou a posição de Londres. "A postura do Reino Unido sobre as Ilhas Malvinas é inequívoca. É de longa data e não mudou".