
Irã afirma ter abatido um F-16 dos EUA

A Guarda Revolucionária do Irã (CGRI) informou neste sábado (28) que atingiu um F-16 e um drone de ataque MQ-9 Reaper dos Estados Unidos.

Em comunicado divulgado pela IRIB, o CGRI afirmou que lançou ataques com mísseis e drones contra "indústrias pesadas" de Israel e dos EUA. Durante a operação, drones e caças "inimigos" atacaram lançadores de mísseis iranianos, mas os sistemas aéreos do país repeliram a agressão, derrubando um MQ-9 sobre a cidade de Shiraz e atingindo um F-16 no sul da província de Fars "antes que ele aterrissasse em um dos aeroportos da Arábia Saudita", diz o comunicado.
"O Comando Central dos EUA admitiu o impacto e a destruição total dessa aeronave", declarou a força militar de elite iraniana. No entanto, as autoridades americanas ainda não confirmaram oficialmente a informação.
Guerra no Oriente Médio
Na madrugada de sábado (28), Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
- Outra linha de frente do conflito foi aberta com o rompimento total do cessar-fogo entre Israel e Hezbollah em 2 de março. As forças israelenses realizam ondas de ataques contra o território libanês, emitindo ordens de evacuação aos cidadãos do Líbano e anunciando operações terrestres no país.
O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.
