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Acabou para a Polymarket? Resolução proíbe mercado de previsões no Brasil

Medida do Banco Central restringe o mercado de previsões a indicadores financeiros, isolando plataformas de apostas em eventos reais; "bets" tradicionais não são afetadas.
Acabou para a Polymarket? Resolução proíbe mercado de previsões no BrasilGettyimages.ru / Scott Olson

O Conselho Monetário Nacional (CMN) do Banco Central do Brasil (BC) publicou, nesta sexta-feira (24), uma nova resolução que proibe a oferta e negociação de apostas de previsões. Isso afeta, em especial, empresas como a Polymarket e a Kalshi.

As empresas ficaram conhecidas por casos de apostas envolvendo eventos políticos reais, como operações militares e o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

A norma foi aprovada durante sessão realizada na quinta-feira (23) e passará a valer em 4 de maio. Ela não afetará as bets que já atuam no Brasil nem apostas relativas a indicadores do mercado financeiro. A medida terá suas regras detalhadas e será fiscalizada pela Comissão de Valores Mobiliários.

Quem está por trás da Polymarket

O crescimento da Polymarket é liderado por Shayne Coplan, fundador de 27 anos que transformou a plataforma em um negócio avaliado em US$ 9 bilhões (R$ 46,5 bilhões).

Segundo perfil publicado em 1 de fevereiro de 2026 pelo The Wall Street Journal, a plataforma consolidou-se como ferramenta de monitoramento de eventos globais.

A nova fase da companhia inclui a entrada do filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Jr. no conselho de administração.

A aproximação com figuras políticas coincide com a expansão do uso de criptomoedas em mercados de apostas de alta liquidez. Atualmente, a plataforma opera com altos volumes transacionados e atrai investidores institucionais.