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Trump faz pouco-caso com militar que fez fortuna apostando no sequestro de Maduro

O Departamento de Justiça dos EUA acusa o soldado de fraude eletrônica e uso ilegal de dados governamentais.
Trump faz pouco-caso com militar que fez fortuna apostando no sequestro de MaduroGettyimages.ru / XNY/Star Max / NurPhoto / Contributor

O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou nesta quinta-feira (23) o caso do soldado das Forças Especiais do Pentágono preso por supostamente usar informações privilegiadas para apostar no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro.

Quando um repórter perguntou a Trump sobre o caso na Casa Branca, o presidente respondeu: "Ele estava apostando que [Maduro] seria capturado ou não?", provocando risos entre os presentes.

Trump, que prometeu investigar o caso, acrescentou que pelo menos o soldado apostou "em seu próprio time", porque apostar contra teria sido "uma má ideia".

Entenda o caso

Um membro das Forças Especiais do Exército dos EUA (Boinas Verdes) foi preso sob a acusação de usar informações confidenciais da operação para sequestrar o presidente venezuelano Nicolás Maduro para fazer apostas arriscadas em mercados de previsão já alimentados por bilhões de dólares em apostas suspeitas feitas durante a guerra entre EUA e Israel contra o Irã.

Os promotores afirmam que o sargento Gannon Ken Van Dyke apostou cerca de US$ 32 mil na Polymarket e embolsou mais de US$ 400 mil (mais de R$ 2 milhões) apostando na deposição de Maduro, usando informações privilegiadas obtidas durante o planejamento e a execução da operação em janeiro.

De acordo com o Departamento de Justiça, Van Dyke enfrenta acusações que incluem fraude eletrônica, fraude de commodities e uso ilegal de informações governamentais. A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) apresentou uma denúncia paralela, enquanto a Polymarket afirmou ter identificado a atividade suspeita e cooperado com os investigadores.