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Netanyahu: 'Prometi que mudaríamos panorama do Oriente Médio e é isso que estamos fazendo'

O primeiro-ministro fez referência às ações militares que seu país vem realizando no Irã e no Líbano.
Netanyahu: 'Prometi que mudaríamos panorama do Oriente Médio e é isso que estamos fazendo'AP / Ilia Yefimovich / Pool

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira (24) que seu país segue executando seus objetivos de alterar a dinâmica da região, em referência ao conflito com o Irã e o avanço no território libanês, em operações declaradas contra o Hezbollah.

"Prometi que mudaríamos o panorama do Oriente Médio e é isso que estamos fazendo", declarou o primeiro-ministro, que destacou ter mantido uma "excelente conversa" com o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o assunto.

Assim, ele destacou que, em primeiro lugar, no Irã, "o presidente (Donald) Trump está exercendo uma pressão muito forte, tanto econômica quanto militar", e que estão "atuando em plena cooperação".

Enquanto isso, no Líbano, ele afirmou que Tel Aviv deu início a um processo para alcançar o que ele chama de "paz histórica".

"É claro que o Hezbollah tenta se opor a isso", disse a esse respeito.

  • Na terça-feira (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã estabelecido em 7 de abril. Ele explicou que a decisão se deve ao fato de que o governo iraniano estaria, supostamente, "gravemente dividido", e de que mediadores do Paquistão solicitaram a Washington que suspendesse seus ataques contra o país "até que seus líderes e representantes possam apresentar uma proposta unificada".
  • Na quinta-feira (23), Trump voltou a se pronunciar, alegando falta de unidade entre os dirigentes iranianos. "O Irã tem muita dificuldade em entender quem é seu líder! Simplesmente não sabem!", escreveu na Truth Social. 
  • Meios de comunicação dos EUA também informaram que "há uma fratura absoluta dentro do Irã entre negociadores e militares, sem que nenhum dos dois tenha acesso ao líder supremo [Mojtaba Khamenei], que não responde".
  • O Irã, por sua vez, não confirmou essas declarações. A agência Tasnim informou que, segundo fontes, Teerã "não teria solicitado uma prorrogação do cessar-fogo", indicando que o anúncio de Trump poderia significar que "ele fracassou na guerra".