
Em Cuba, Petro manda duro recado aos EUA

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, enviou uma dura mensagem a Washington a partir de Havana, onde esteve nos últimos dias em sua última viagem oficial como chefe de Estado para demonstrar apoio ao povo cubano em meio ao endurecimento do bloqueio, do cerco energético e das ameaças dos EUA.
"Há 15 mil crianças que precisam de cirurgias e medicamentos e não podem recebê-los por causa do bloqueio contra Cuba", denunciou Petro nas redes sociais, clamando pela "solidariedade da humanidade" diante da situação na ilha caribenha.
Na mesma publicação, o mandatário lembrou que durante seu mandato, solicitou ao governo dos Estados Unidos "que, conforme o princípio escrito em latim em sua bandeira original, das colônias que se tornaram repúblicas livres e unidas, respeite a diversidade dos povos".

Nesse sentido, o presidente afirmou que "o mundo precisa de um diálogo entre civilizações que, com respeito mútuo, busque soluções consensuais para os principais problemas da humanidade".
"Nas Américas deve existir um diálogo entre civilizações em pé de igualdade. A América Latina e o Caribe constituem uma civilização em construção, cuja história no continente remonta a 30 mil anos", enfatizou.
"O governo dos EUA pode encontrar o acordo necessário para solucionar os problemas comuns das Américas sem necessidade de ameaças, bloqueios e mísseis", concluiu.
