Líderes da União Europeia se reúnem nesta quinta-feira (23), no Chipre, sob pressão da alta nos preços de energia e com capacidade fiscal reduzida para reagir, informou o jornal Financial Times.
A escalada do conflito dos Estados Unidos e Israel contra o Irã elevou os preços de petróleo e gás, além de gerar risco de escassez de combustíveis. O fechamento do Estreito de Ormuz agrava o cenário, já que a rota concentra cerca de 20% do fluxo global desses insumos.
A dependência europeia de combustíveis fósseis importados amplia o impacto econômico. A atual crise se soma a outros dois choques recentes: a pandemia de Covid-19 e a crise energética de 2022, ligada ao conflito na Ucrânia.
Com sucessivos episódios, os países do bloco operam com menor espaço orçamentário. Esse contexto limita medidas de resposta, como subsídios diretos a combustíveis ou repasses financeiros a famílias e empresas, que elevam o custo fiscal no longo prazo.
Coordenação e medidas alternativas
A Comissão Europeia propôs ações para reduzir o impacto sem ampliar gastos públicos. Entre elas estão mudanças na tributação da eletricidade, compras coordenadas para recompor estoques de gás e exigência de reservas estratégicas de combustíveis, como querosene de aviação.
As propostas também incluem mecanismos de redistribuição de energia entre os países do bloco, com o objetivo de evitar respostas isoladas e conter o avanço da crise sobre as contas públicas.