UE reclama de aumento bilionário dos custos de energia com guerra de Trump e Netanyahu contra Irã

Autoridades em Bruxelas lamentam que a União Europeia não recebeu "nenhuma molécula adicional de energia", mesmo pagando mais, e apontam que "pela segunda vez em menos de cinco anos, os europeus estão pagando o preço da dependência da Europa de combustíveis fósseis importados".

A União Europeia (UE) estima um gasto adicional de 24 bilhões de euros com importações de energia, sem aumento na oferta, diante da crise energética que atinge o continente em decorrência das ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, conforme explanado em um novo pacote de medidas emergenciais anunciado na quarta-feira (22) pela Comissão Europeia.

"Pela segunda vez em menos de cinco anos, os europeus estão pagando o preço da dependência de combustíveis fósseis importados", informou a Comissão.

"Desde a escalada do conflito no Oriente Médio, a UE gastou 24 bilhões de euros adicionais em importações de energia devido ao aumento dos preços - sem receber uma única molécula adicional de energia."

Corrida rumo à independência energética

Diante da situação, Bruxelas apresentou o plano AccelerateEU, um conjunto de medidas voltado a aliviar o impacto sobre famílias e indústrias enquanto líderes europeus tentam acelerar o caminho rumo à independência energética.

O plano prevê maior coordenação entre os Estados-membros na gestão de reservas de gás e petróleo, a criação de um novo Observatório de Combustíveis, auxílios temporários aos consumidores, um plano de ação para eletrificação e medidas para reforçar redes energéticas e atrair investimentos privados.

A Comissão estima necessidade de 660 bilhões de euros por ano até 2030 para a transição. As propostas serão discutidas pelos líderes da União Europeia no Conselho Informal de Chipre, nos dias 23 e 24 de abril.