
Seis meses de risco: Pentágono faz alerta sobre o Estreito de Ormuz

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos informou ao Congresso que a retirada completa de minas no Estreito de Ormuz pode levar até seis meses, informou o jornal Washington Post na quarta-feira (22).

A estimativa foi apresentada durante sessão na Câmara dos Representantes e considera que a operação de desminagem não deve começar enquanto persistirem os confrontos entre Estados Unidos e Irã.
O prazo gerou reação entre parlamentares de diferentes partidos. A avaliação indica que os efeitos econômicos da crise podem se prolongar até o fim do ano, mesmo diante de um eventual acordo.
Impacto político e econômico
A guerra tem reflexos no cenário interno dos EUA, especialmente em ano eleitoral. A decisão do presidente Donald Trump de iniciar o conflito enfrenta oposição, inclusive dentro do próprio partido, segundo levantamentos recentes.
No campo econômico, o preço médio da gasolina chegou a US$ 4,02 por galão, acima dos US$ 2,98 registrados em fevereiro, antes do início da guerra.
Trump deu declarações contraditórias sobre os preços. Em diferentes momentos, afirmou que os valores poderiam se manter próximos dos atuais ou cair significativamente até as eleições.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, indicou que os preços só devem retornar ao patamar de US$ 3 por galão no fim de setembro.
Movimentos diplomáticos e militares
Na terça-feira (21), Trump anunciou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã, firmado em 7 de abril. Segundo ele, a decisão leva em conta divisões internas no governo iraniano e um pedido do Paquistão para suspensão dos ataques.
O presidente também determinou a manutenção do bloqueio naval no Estreito de Ormuz, com forças militares em estado de prontidão.
O representante iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, afirmou que novas negociações só ocorrerão após o fim do bloqueio.
As conversas entre Teerã e Washington, previstas para esta semana em Islamabad, foram suspensas.

