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Empresa dos EUA quer 'ofensiva agressiva' por terras raras no Brasil para desafiar a China

Em entrevista à Bloomberg News, o futuro presidente da gigante norte-americana de mineração afirmou que a empresa está "apenas no início".
Empresa dos EUA quer 'ofensiva agressiva' por terras raras no Brasil para desafiar a ChinaAP / Themba Hadebe

A USA Rare Earth pretende expandir suas operações com novas aquisições e projetos após a compra da brasileira Serra Verde, segundo informações publicadas pela Bloomberg nesta terça-feira (21).

O acordo de 2,8 bilhões de dólares, anunciado na segunda-feira (20), integra uma mina em operação no Brasil ao portfólio da companhia, que já possui ativos no Texas, uma planta de processamento em Oklahoma e uma unidade de metais no Reino Unido.

A estratégia prioriza aquisições nas áreas de mineração e fabricação de ímãs. O processamento deve avançar por desenvolvimento próprio, diante da falta de capacidade fora da China.

"Há opções tanto de crescimento orgânico quanto inorgânico em cada etapa da cadeia de suprimentos", disse Thras Moraitis, CEO da Serra Verde e futuro presidente da empresa. "Cada um dos nossos negócios vai buscar oportunidades, e nosso trabalho será avaliar essas oportunidades."

A CEO Barbara Humpton afirmou que a empresa está em fase inicial de expansão.

"Estamos apenas no início do estabelecimento de uma plataforma de crescimento", disse.

Sobre o processamento, declarou: "terá de ser crescimento orgânico, porque simplesmente não temos capacidade de produção de metais fora da China". "Vamos ter de desenvolver isso por conta própria", acrescentou.

A movimentação ocorre em meio a esforços dos Estados Unidos para diversificar o fornecimento de terras raras, grupo de 17 elementos usados em veículos elétricos, turbinas e equipamentos militares.

Nos últimos meses, a empresa ampliou sua atuação com aquisições e investimentos, incluindo a compra da Less Common Metals em 2025 e a participação de 12,5% na francesa Carester neste mês.