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Brasil e Alemanha firmam acordo para desenvolver cadeia de minerais críticos e terras raras

A parceria prevê pesquisa, inovação e financiamento conjunto ao longo de toda a cadeia produtiva; o acordo inclui intercâmbio técnico e apoio a empresas.
Brasil e Alemanha firmam acordo para desenvolver cadeia de minerais críticos e terras rarasGettyimages.ru / Michael Kappeler/picture alliance

Brasil e Alemanha firmaram na segunda-feira (20), em Hannover, um acordo para ampliar a cooperação em minerais críticos e terras raras, conforme declaração conjunta divulgada pelos dois governos. A iniciativa prevê pesquisa, desenvolvimento tecnológico e financiamento ao setor.

O documento foi assinado durante visita oficial do presidente  Luiz Inácio Lula da Silva, que se reuniu com o chanceler alemão Friedrich Merz.

O acordo estabelece ações conjuntas ao longo de toda a cadeia produtiva: prospecção, exploração e processamento.

Os minerais críticos são usados em tecnologias como baterias, painéis solares e turbinas, além de aplicações industriais e de defesa.

O Brasil concentra grandes reservas dessas matérias-primas. Após o encontro, Lula afirmou que o objetivo é ampliar o processamento interno e reduzir a exportação apenas de matéria-prima.

" A colaboração em setores intensivos em tecnologia é uma prioridade para um país que não quer se limitar a ser um mero exportador de commodities", afirmou.

O entendimento prevê ainda apoio à inovação, especialmente para pequenas e médias empresas, além de intercâmbio de pesquisadores e desenvolvimento de projetos conjuntos. Um programa bilateral de financiamento direto deve ser estruturado ainda em 2026.

Segundo os governos, a cooperação busca aumentar o valor agregado dos minerais e fortalecer a capacidade industrial dos dois países.

"Essa proximidade é mais importante do que nunca nesses tempos de tantas mudanças na ordem mundial. Queremos fortalecer o benefício comum e expandir nossa rede. Queremos ser parceiros fortes e com ideias afins", disse Merz.

Além desse acordo, foram assinados outros 14 atos bilaterais durante a visita, incluindo iniciativas nas áreas ambiental, tecnológica e industrial.