
Trump revela tópicos da próxima rodada de negociações com o Irã no Paquistão

A equipe de negociação dos Estados Unidos pressionará o Irã para que concorde em renunciar ao desenvolvimento de armas nucleares na próxima rodada de negociações no Paquistão, declarou o presidente americano, Donald Trump, nesta segunda-feira (20).

"Não às armas nucleares. Muito simples. O Irã não pode ter armas nucleares", declarou Trump em uma entrevista por telefone à PBS News, ao ser questionado sobre o que espera de seus negociadores.
Questionado sobre o que acontecerá quando, na terça-feira (21), expirar o cessar-fogo acordado com o Irã há duas semanas, o presidente afirmou que "muitas bombas começarão a explodir".
Ao jornal New York Post, Trump indicou que a delegação dos EUA, que inclui o vice-presidente J.D. Vance, está a caminho do Paquistão. Espera-se que cheguem nas próximas horas à capital paquistanesa, Islamabad, para manter novas negociações de paz com o Irã. O enviado especial da Presidência, Steve Witkoff, e o assessor e genro de Trump, Jared Kushner, também fazem parte da equipe de negociadores.
Fechado para navios inimigos
- Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
- Por sua vez, as forças americanas iniciaram na última segunda-feira (13) o bloqueio de todo o tráfego marítimo entrando e saindo de portos iranianos.
- Após o acordo de trégua entre Israel e o Líbano, firmado na quinta-feira (16), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou que o Estreito de Ormuz seria aberto para navios comerciais "durante o restante do período de cessar-fogo".
- Paralelamente, foi informado que, se o bloqueio naval dos EUA contra o Irã continuasse, Teerã o consideraria uma violação do cessar-fogo e procederia ao fechamento do Estreito de Ormuz novamente.
No sábado (18), o Irã restabeleceu o controle militar sobre todo o tráfego no Estreito de Ormuz devido às repetidas violações e atos de pirataria por parte dos EUA, sob o pretexto do bloqueio naval.
Dada a situação, a pressão sobre Ormuz retornou ao estado anterior, permanecendo sob vigilância e controle das forças iranianas. De acordo com fontes oficiais do país, a situação assim permanecerá até que os EUA liberem a circulação de navios do Irã para seus destinos e vice-versa.

