
Irã abre Estreito de Ormuz para navios comerciais

Após o acordo de trégua entre Israel e o Líbano, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou que o Estreito de Ormuz será aberto aos navios comerciais "durante o restante do período de cessar-fogo".
"Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, declara-se completamente aberta a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz durante o restante período do cessar-fogo, pela rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos da República Islâmica do Irã" publicou o chanceler iraniano nesta sexta-feira (17) no X.

Anteriormente, o Ministério das Relações Exteriores do Irã havia indicado que acolheu com satisfação o anúncio do cessar-fogo no país árabe, ressaltando que Teerã "tem enfatizado constantemente a necessidade imperiosa de um cessar-fogo simultâneo em toda a região, incluindo o Líbano".
Israel e o Líbano concordaram em cessar as hostilidades por dez dias na quinta-feira (16) após mais de seis semanas de confrontos em território libanês, anunciou o presidente dos EUA, Donald Trump.
Reação de Trump
O chefe da Casa Branca comentou o anúncio de Teerã, agradecendo a medida tomada pela nação persa.
"O Irã acaba de anunciar que o Estreito de Ormuz está totalmente aberto e pronto para a livre passagem. Obrigado!", escreveu no Truth Social.
Fechado para navios inimigos
- Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
- O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) reiterou no dia 11 de março que os navios dos EUA e de seus parceiros não podem atravessar o estreito.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs criar uma coalizão naval para escoltar navios através dessa via. Contudo, vários dos países requisitados por Trump — entre eles, os aliados americanos dentro da OTAN — descartaram o envio de forças militares para a zona do conflito.
- Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, garantiu que a passagem segue aberta e que só está fechada para os navios dos países inimigos. "Permitimos a passagem para a China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão", afirmou o chanceler, que reiterou não haver razão para permitir que seus inimigos transitem pelo acesso.

