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Número recorde de navios cruza o Estreito de Ormuz desde o começo da guerra

Entre os navios, cinco transportavam cargas provenientes do Irã, com derivados de petróleo a metais para destinos como China e Índia.
Número recorde de navios cruza o Estreito de Ormuz desde o começo da guerraGettyimages.ru / Shady Alassar/Anadolu

Mais de 20 navios cruzaram o Estreito de Ormuz no sábado (18), segundo dados da empresa de análise marítima Kpler. Foi o dia com o maior número de embarcações a cruzar o estreito desde 1º de março. As informações foram divulgadas pela Reuters nesta segunda-feira (20).

Entre os navios que cruzaram com sucesso no sábado, cinco transportavam cargas provenientes do Irã, como derivados de petróleo a metais; e três deles transportavam gás liquefeito de petróleo para destinos como China e Índia.

Fechado para navios inimigos

  • Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
  • Por sua vez, as forças americanas iniciaram em 13 abril o bloqueio de todo o tráfego marítimo entrando e saindo de portos iranianos.
  • Após o acordo de trégua entre Israel e o Líbano, firmado em 16 de abril, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou que o Estreito de Ormuz seria aberto para navios comerciais "durante o restante do período de cessar-fogo".
  • Paralelamente, foi informado que, se o bloqueio naval dos EUA contra o Irã continuasse, Teerã o consideraria uma violação do cessar-fogo e procederia ao fechamento do Estreito de Ormuz novamente.
  • No sábado (18), o Irã restabeleceu o controle militar sobre todo o tráfego no Estreito de Ormuz devido às repetidas violações e atos de pirataria por parte dos EUA, sob o pretexto do bloqueio naval.

  • Dada a situação, a pressão sobre Ormuz retornou ao estado anterior, permanecendo sob vigilância e controle das forças iranianas. De acordo com fontes oficiais do país, a situação assim permanecerá até que os EUA liberem a circulação de navios do Irã para seus destinos e vice-versa.