'Ato de agressão': Irã promete resposta após ataque dos EUA a navio cargueiro

O Ministério das Relações Exteriores declarou que os EUA são os principais responsáveis ​​pela insegurança no Estreito de Ormuz.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, condenou nesta segunda-feira (20) o ataque dos EUA ao navio cargueiro iraniano M/V Touska como um "ato de agressão".

Baghaei denunciou Washington por "demonstrar a falta de seriedade no processo diplomático" e prometeu uma resposta a "novas aventuras".

"As ações recentes de Washington, incluindo o descumprimento dos acordos relativos ao Líbano e a tentativa de bloquear o Irã no mar, que resultou no ataque ao navio mercante do nosso país, são exemplos claros de 'atos de agressão', de acordo com as resoluções da ONU", acrescentou.

"Essa clara contradição entre palavras e ações exacerba a desconfiança da nação iraniana em relação às intenções dos Estados Unidos; portanto, o Irã tomará uma decisão apropriada quanto à continuação das negociações, priorizando seus interesses nacionais", afirmou o porta-voz.

O Irã não iniciou a guerra, apontou Baghaei, indicando que as ações militares estão sendo realizadas unicamente em legítima defesa de sua soberania.

"A proteção dos interesses nacionais continuará enquanto for necessário e, em caso de quaisquer outros atos de aventureirismo por parte dos Estados Unidos ou do regime sionista, as Forças Armadas responderão com toda a sua força", advertiu.

O porta-voz também afirmou que os Estados Unidos são os principais responsáveis ​​pela insegurança no Estreito de Ormuz. "As tensões no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz são consequência exclusiva das ações militares dos Estados Unidos e do regime sionista", concluiu.

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