
Trump ameaça destruir 'todas as usinas de energia e pontes' do Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, lançou uma advertência direta ao Irã: se o acordo proposto não for aceito, Washington poderá atacar "cada usina elétrica e cada ponte" da República Islâmica. "Chega de ser o bonzinho", declarou, reiterando sua disposição de agir com firmeza.
O presidente também acusou Teerã de violar o cessar-fogo após supostos disparos no estreito de Ormuz contra embarcações europeias. Trump também anunciou que enviados americanos viajarão a Islamabad para dar continuidade às negociações.

O chefe da Casa Branca também afirmou que o bloqueio naval dos Estados Unidos já fechou, de fato, a passagem estratégica, e destacou que a situação prejudica economicamente o Irã, enquanto que os EUA não sofrem nenhuma perda.
Fechado para navios inimigos
- Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
- Por sua vez, as forças americanas iniciaram na segunda-feira (13) o bloqueio de todo o tráfego marítimo que entra ou sai dos portos iranianos.
- Após o acordo de trégua entre Israel e o Líbano, firmado na quinta-feira (16), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou que o Estreito de Ormuz será aberto para navios comerciais "durante o restante do período de cessar-fogo".
- Paralelamente, foi informado que, se o bloqueio naval contra a República Islâmica imposto pelos EUA continuar, Teerã considerará isso uma violação do cessar-fogo e procederá ao fechamento do Estreito de Ormuz novamente.
Neste sábado (18), o Irã restabeleceu o controle militar sobre todo o tráfego no Estreito de Ormuz devido às repetidas violações e atos de pirataria por parte dos EUA, sob o pretexto do bloqueio naval.
Dada a situação, o controle sobre Ormuz voltou ao estado anterior e o estreito encontra-se sob vigilância e controle rigorosos das forças iranianas, que não o suspenderão até que os EUA liberem a circulação de navios do Irã para seus destinos e vice-versa.
