Em menos de um dia, o Estreito de Ormuz passou de um sinal de alívio global para um novo foco de incerteza geopolítica.
Confira como se desenrolaram os últimos eventos em relação à navegação por esta via marítima estratégica:
- Na sexta-feira (17), o Irã reabriu o estreito, que estava fechado desde o início da agressão dos EUA e de Israel contra o país, para embarcações comerciais pelo restante do período de cessar-fogo alcançado entre o Líbano e Israel no dia anterior.
- A reabertura foi condicional: os navios precisavam de autorização iraniana para cruzar e só podiam navegar pela rota designada por Teerã.
- O Irã também informou que, se o bloqueio naval contra a República Islâmica, imposto pelos EUA na segunda-feira, continuasse, Teerã consideraria isso uma violação do cessar-fogo e fecharia o estreito novamente.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o bloqueio naval contra o Irã permanecerá vigente apesar da reabertura do Estreito de Ormuz por Teerã.
- Neste sábado (18), o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz. O país atribuiu a medida às repetidas violações e à "pirataria" praticadas pelos EUA sob o pretexto do bloqueio naval.
- O controle sobre o Estreito de Ormuz retornou ao seu status anterior e agora o estreito encontra-se sob estrita vigilância e controle das forças iranianas. O Irã não suspenderá o bloqueio até que os EUA permitam a livre passagem de navios que partem ou se destinam à República Islâmica.
- Após o anúncio de que Teerã teria retomado o bloqueio do Estreito de Ormuz, foi noticiado que pelo menos dois navios mercantes alegaram terem sido atingidos por disparos enquanto tentavam cruzar a via marítima.
- Os navios atingidos seriam embarcações indianas que foram forçadas a recuar para o oeste pela Marinha da Guarda Revolucionária do Irã.
- Segundo o The Wall Street Journal, cerca de 20 navios que se preparavam para atravessar o Estreito de Ormuz foram obrigados a mudar de rumo após o novo fechamento.