
Irã expulsa dois navios do Estreito de Ormuz com rajadas de tiros

Pelo menos dois navios mercantes afirmaram ter sido atingidos por tiros enquanto tentavam atravessar o Estreito de Ormuz neste sábado (18), segundo informaram à Reuters três fontes da segurança marítima e do setor naval.
O Serviço de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido também informou à Sky News que registrou um incidente próximo ao estreito, a nordeste de Omã. O órgão indicou que o capitão de um navio-tanque afirmou que sua embarcação havia sido abordada por lanchas de patrulha da Guarda Revolucionária Iraniana, que abriram fogo. De acordo com os relatos, o navio e sua tripulação estão a salvo.

Enquanto isso, a Xinhua informou, citando dados de rastreamento de navios, que cerca de 10 embarcações deram meia-volta no sábado enquanto tentavam passar pelo estreito de Ormuz. As embarcações mudaram de rumo em águas próximas à ilha de Larak, uma zona utilizada pelo Irã para controlar o tráfego marítimo.
No mesmo dia, Teerã anunciou que restabeleceria o controle militar sobre todo o tráfego na importante rota marítima devido às repetidas violações e à pirataria por parte dos EUA sob o pretexto do bloqueio naval.
Fechado para navios inimigos
- Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
- Por sua vez, as forças americanas iniciaram nesta segunda-feira (13) o bloqueio de todo o tráfego marítimo que entra ou sai dos portos iranianos.
- Após o acordo de trégua entre Israel e o Líbano, firmado na quinta-feira (16), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou que o Estreito de Ormuz será aberto para navios comerciais "durante o restante do período de cessar-fogo".
- Paralelamente, foi informado que, se o bloqueio naval contra a República Islâmica imposto pelos EUA continuar, Teerã considerará isso uma violação do cessar-fogo e procederá ao fechamento do Estreito de Ormuz novamente.
