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Rússia reitera firme apoio à soberania e à independência de seus aliados cubanos

O ministro das Relações Exteriores da Rússia declarou que Moscou continuará prestando assistência a Havana no setor energético, assim como em outras áreas.
Rússia reitera firme apoio à soberania e à independência de seus aliados cubanosGettyimages.ru / Chip Somodevilla

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, reafirmou nesta quarta-feira (15) o apoio da Rússia à soberania de Cuba em meio às ameaças de Donald Trump contra o país caribenho.

"Certamente, assim como a República Popular da China, prestamos apoio a Cuba: político, no âmbito da ONU e em outros fóruns, econômico e humanitário (…). Continuaremos prestando essa assistência (…) não tenho dúvidas", afirmou o chanceler durante uma coletiva de imprensa no âmbito de sua visita à China.

Na sequência, Lavrov lembrou a recente chegada a Cuba do petroleiro russo Anatoly Kolodkin com cerca de 100.000 toneladas de petróleo como ajuda humanitária e assegurou que Moscou continuará prestando assistência a Havana.

"Espero sinceramente que os Estados Unidos não retornem aos tempos de guerras coloniais diretas e da repressão colonial de povos livres. Mas não foi Cuba que se recusou a dialogar com Washington durante décadas. Washington fez todo o possível para isolar o Estado cubano", destacou o ministro, acrescentando que Washington tentou "mudar o regime estrangulando a economia cubana".

Nesse contexto, o alto diplomata emitiu um conselho aos EUA, afirmando que "quando não estiverem de acordo com um governo", deveriam "estabelecer diálogo com ele".

  • O chanceler da Rússia chegou à China na terça-feira (14) para uma visita oficial de dois dias.
  • Durante sua estadia, ele se reuniu com seu homólogo, Wang Yi, e com o presidente do país asiático, Xi Jinping. Na reunião com Wang Yi, os dois altos diplomatas discutiram a guerra dos EUA contra o Irã, a situação na região da Ásia-Pacífico e a crise na Ucrânia, informou o Ministério das Relações Exteriores chinês.

Ameaças dos EUA a Cuba

  • Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança do país e da região. O texto acusa o governo cubano de se alinhar com "diversos países hostis", de abrigar "grupos terroristas transnacionais" e de permitir o deslocamento na ilha de "capacidades militares e de inteligência sofisticadas" da Rússia e da China.
  • Com base nessas alegações, foi anunciada a imposição de tarifas a países que vendam petróleo à nação caribenha, além de ameaças de represálias contra aqueles que descumprirem a ordem executiva da Casa Branca.
  • A medida ocorre em meio à escalada de tensões entre Washington e Havana, que tem rejeitado sistematicamente essas acusações e afirmado que defenderá sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que "essa nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de um grupo que sequestrou os interesses do povo americano para fins puramente pessoais".
  • Em 7 de março, Trump afirmou que "uma grande mudança chegará em breve a Cuba", acrescentando que o país estaria "chegando ao fim do caminho".
  • Os EUA mantêm o bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que impacta fortemente a economia da ilha, foi recentemente reforçado com novas medidas coercitivas unilaterais por parte da Casa Branca.