
Trump diz que está trabalhando para ampliar espionagem de estrangeiros pelos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (14) que está "trabalhando muito" com lideranças republicanas para garantir a extensão da seção 702 da FISA no Congresso, e conclamou seu partido a aprovar um projeto "limpo" sem alterações. A autorização, que expira nos próximos dias, é considerada pela Casa Branca essencial para a segurança nacional e para operações militares em andamento.
Em publicação na plataforma Truth Social, Trump voltou a criticar o uso anterior da lei contra sua campanha, mas disse estar disposto a "correr o risco" em nome do país.
Entenda:
A seção 702 da FISA, criada em 2008, permite aos Estados Unidos realizar vigilância de comunicações eletrônicas de estrangeiros fora do país. Com apoio obrigatório de empresas de tecnologia e telecomunicações, como o Google e a Microsoft, tem o objetivo declarado de obter inteligência sobre terrorismo, proliferação de armas, ciberameaças e espionagem.

Diferentemente de outras partes da FISA, a seção 702 não exige autorização judicial individual para cada alvo. Em vez disso, o programa é aprovado de forma geral pelo Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISC), com revisões anuais.
Embora o alvo oficial sejam apenas estrangeiros no exterior, a coleta inevitavelmente captura comunicações de americanos que conversam com esses alvos.
O programa é supervisionado pelos três Poderes e inclui regras de "minimização" para proteger a privacidade de cidadãos dos EUA, mas gera controvérsia por permitir buscas posteriores nos dados coletados sem mandado judicial em alguns casos.
