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Brasil condena ataque à missão da ONU no Líbano e cobra retirada de tropas israelenses

A chancelaria brasileira reafirmou o compromisso com a soberania e a integridade territorial do Líbano, e condenou as violações de acordos de cessar-fogo.
Brasil condena ataque à missão da ONU no Líbano e cobra retirada de tropas israelensesGettyimages.ru / Sally Hayden/SOPA Images/LightRocket

O governo brasileiro condenou, "nos mais fortes termos", nesta sexta-feira (5), ataques contra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), que resultaram na morte de um capacete azul sérvio e deixaram outros dois integrantes da missão feridos.

A ofensiva aconteceu na quarta-feira (3), em meio às hostilidades entre Israel e o grupo armado Hezbollah. As forças israelenses mantém posições avançadas em território libanês, fato que o Brasil condena e cobra a retirada.

Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Brasil expressou condolências aos familiares da vítima e ao governo da Sérvia, além de desejar rápida recuperação aos militares feridos.

Atualmente, oito militares brasileiros integram a força de paz da ONU no sul do Líbano.

"É motivo de preocupação o crescente número de ataques próximos a posições da UNIFIL, que já vitimaram outros seis capacetes azuis desde o início das correntes hostilidades", afirmou o Itamaraty.

A diplomacia brasileira destacou que ataques deliberados contra integrantes de missões de paz e instalações das Nações Unidas "são inaceitáveis e constituem grave violação do Direito Internacional (...) podendo configurar crimes de guerra".

Retirada de tropas

Na mesma nota, o Brasil reafirmou o compromisso com a soberania e a integridade territorial do Líbano e condenou as violações do cessar-fogo e a permanência de tropas de Israel em território libanês.

"Nesse contexto, o Brasil conclama Israel a cumprir com suas obrigações e retirar imediatamente suas tropas do sul do Líbano e exorta as partes ao cumprimento" da lei internacional, conclui a nota, citando os termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas.