Míssil Patriot dos EUA teria atingido civis em área residencial no Bahrein

Manama e Washington atribuíram inicialmente o incidente a um drone iraniano.

Um estudo recente do Instituto Middlebury de Estudos Internacionais, dos Estados Unidos, concluiu que o míssil que atingiu uma área residencial no Bahrein em 9 de março, ferindo dezenas de civis, incluindo crianças, provavelmente foi disparado por uma bateria operada pelos EUA.

Os pesquisadores apontam, com nível de confiança de moderado a alto, que o interceptor partiu de uma posição a cerca de sete quilômetros a sudoeste da área atingida, na ilha de Sitra.

Manama e Washington haviam atribuído inicialmente a explosão a um drone iraniano. Mais tarde, o governo do Bahrein admitiu que um míssil Patriot esteve envolvido, afirmando que ele interceptou com sucesso um drone e que os danos não vieram de um impacto direto. Até o momento, porém, não há evidências da existência desse drone.

O estudo, baseado em imagens comerciais de satélite e vídeos verificados de fontes abertas, conseguiu geolocalizar a trajetória do míssil e relacioná-la às características de baterias Patriot dos EUA na região, diferentes das operadas pelo Bahrein.

O incidente evidencia os riscos do uso de sistemas como o Patriot no contexto da ofensiva conjunta e não provocada dos EUA e Israel contra o Irã, e suas consequências na região. A detonação do míssil contribuiu diretamente para os danos em residências e para os ferimentos de civis, enquanto naquela mesma noite ocorreram ataques iranianos de retaliação contra uma refinaria próxima, que não foram contidos.

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