
Míssil Patriot ligado à explosão no Bahrein pode ter sido operado pelos EUA, aponta análise

Uma análise de pesquisadores indica que o míssil envolvido na explosão que atingiu um bairro residencial no Bahrein pode ter sido lançado por uma bateria Patriot operada pelos Estados Unidos. É o que aponta uma reportagem publicada pela agência Reuters no domingo (22).
O incidente ocorreu em 9 de março, no bairro de Mahazza, na ilha de Sitra, e deixou 32 feridos, incluindo crianças, conforme detalhou autoridades do país. Na ocasião, o governo do Bahrein afirmou que o sistema interceptou um drone iraniano no ar.
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— RT Brasil (@rtnoticias_br) March 9, 2026
Em resposta à Reuters, o governo local reconheceu pela primeira vez que um míssil Patriot participou da ocorrência. Segundo o porta-voz, a interceptação evitou um impacto direto e salvou vidas. "Os danos e ferimentos registrados não foram resultado de um impacto direto no solo nem do interceptador Patriot nem do drone iraniano", disse.
Pesquisadores do Middlebury Institute of International Studies concluíram, com confiança moderada a alta, que o míssil partiu de uma bateria Patriot situada a cerca de 7 km do local atingido. A análise utilizou vídeos, imagens de satélite e geolocalização.

A investigação aponta que a explosão ocorreu no ar e que fragmentos atingiram residências em pelo menos quatro ruas. Imagens verificadas mostram casas danificadas, destroços e moradores feridos.
Os pesquisadores afirmam que não há evidências conclusivas da presença de um drone no momento do incidente.
Bahrein e Estados Unidos operam sistemas Patriot no país, que abriga a Quinta Frota da Marinha americana e tem papel estratégico no Golfo Pérsico.
O Pentágono não comentou diretamente o caso. Autoridades americanas afirmaram que as forças do país "nunca têm como alvo civis" e que continuam a enfrentar ameaças na região.
