Milhares de cidadãos iranianos tomaram as ruas de diversas cidades do país nesta segunda-feira (23) para participar de manifestações em apoio às Forças Armadas contra a agressão americana-israelense, relatou a agência Fars.
Segundo as informações, as demonstrações se tornaram um ritual noturno nos últimos dias, após semanas de conflito. Além do apoio à defesa do país, os manifestantes reafirmaram sua lealdade ao novo líder supremo da República Islâmica, Mojtaba Khamenei.
Vídeos em redes sociais mostram as multidões hasteando bandeiras iranianas e entoando mensagens de apoio como "Prefiro morrer antes que trair minha pátria", e denunciando a agressão dos Estados Unidos e de Israel.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro, atingindo diversas áreas da capital, Teerã. Os bombardeios foram posteriormente atribuídos à operação americana "Fúria Épica", coordenada com a operação israelense "Rugido do Leão".
- Durante a operação conjunta americano-israelense, foi morto o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, assim como altos oficiais do governo iraniano. Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio, no contexto da operação denominada "Promessa Verdadeira 4".
- Outra linha de frente do conflito foi aberta com o rompimento do cessar-fogo com Israel e o fim da contenção operacional do Hezbollah em 2 de março. As forças israelenses realizaram ondas de ataques contra o território libanês, emitindo ordens de evacuação aos cidadãos do Líbano e anunciando operações terrestres no país.
- O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
- Até o momento, o número de mortos no Irã ultrapassou 1.500 pessoas, seguido de um número superior a mil mortes no Líbano. Os Estados Unidos, por sua vez, contabilizam oficialmente 13 militares americanos mortos, enquanto o Ministério da Saúde de Israel registra a morte de ao menos 18 cidadãos israelenses.