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Portos civis do Irã podem virar alvos, alerta o comando militar dos Estados Unidos

Forças armadas iranianas, por sua vez, disseram que, caso as ameaças se concretizem, "todos portos da região se tornarão alvos legítimos".
Portos civis do Irã podem virar alvos, alerta o comando militar dos Estados UnidosGettyimages.ru / mabood hosseini / 500px

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) alertou nesta quarta-feira (11) que portos civis no Irã podem se tornar alvos de ataques. Os militares americanos alegam que as estruturas estariam sendo "utilizadas para operações da marinha iraniana".

Segundo o comando militar, os novos possíveis alvos estariam ao longo do Estreito de Ormuz.

"Os EUA instam civis iranianos a evitar, imediatamente, todas as instalações portuarias onde as forças navais iranianas operam", afirma o comunicado.

O comando afirmou que o uso de infraestrutura civil para fins militares pode comprometer a proteção jurídica dessas instalações.

"Essa ação perigosa coloca em risco a vida de pessoas inocentes. Portos civis utilizados para fins militares perdem seu status de proteção e se tornam alvos militares legítimos sob o direito internacional", completa o CENTCOM.

Tratados internacionais como as convenções de Genebra de 1949 protegem civis e bens de civis, incluindo portos não utilizados para fins militares, durante conflitos armados. 

Resposta iraniana

Em resposta às ameaças norte-americanas, o porta-voz das forças armadas iranianas Abolfazl Shekarchi disse que "todos os portos e docas da região serão nossos alvos legítimos".

« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

Agressão contra o Irã

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.