
Promotores nos EUA acusam Javier Milei de enganar investidores em caso relacionado ao token $LIBRA

De acordo com informações do jornal La Nacion, promotores responsáveis por uma ação coletiva em tramitação nos tribunais de Nova York acusam o presidente argentino Javier Milei de ter feito uma "declaração promocional altamente enganosa" sobre o token digital $LIBRA.
Segundo a denúncia, a fala de Milei teria sido "estrategicamente planejada para conferir ao ativo uma falsa aparência de legitimidade e afiliação governamental no momento de seu lançamento", induzindo "dezenas de milhares de consumidores razoáveis a erro".
A acusação consta em um documento apresentado à juíza federal Jennifer Rochon, no qual os promotores pedem a prorrogação do congelamento temporário de mais de US$ 57 milhões vinculados ao "empresário" americano Hayden Davis, acusado de operar o esquema. A medida cautelar, segundo eles, deve permanecer válida até a conclusão do processo judicial. Anteriormente, Milei havia sido citado apenas no início do caso em instâncias da justiça estadual.

No dia 9 de julho, o americano Hayden Davis, apontado como principal operador do esquema, apresentou um documento no qual atacava os argumentos dos promotores e antecipava sua intenção de recuperar o controle do dinheiro bloqueado com o objetivo de transferi-lo para a Argentina.
Segundo o documento, Davis pretendia movimentar 500 milhões de tokens $LIBRA, armazenados em uma carteira da plataforma Solana, e repassá-los à iniciativa "Viva La Libertad", vinculada ao discurso político libertário. A operação, de acordo com ele, estaria "sujeita às medidas de segurança e obrigações de informar" impostas pela juíza Rochon.
O acusado afirma que seu objetivo seria demonstrar boa-fé, contribuir com o país e tentar encerrar a investigação criminal contra ele em curso nos tribunais federais de Comodoro Py, em Buenos Aires.
