
"Não vamos voltar atrás": Biden se concentra na Ucrânia em discurso do Dia D

A democracia é mais forte do que qualquer exército do mundo, afirmou o presidente dos EUA, Joe Biden, em seu discurso na quinta-feira, marcando o 80º aniversário do desembarque dos aliados na Normandia, em 1944.
"Esse dia também demonstrou a unidade inabalável dos aliados, juntamente com nós, dos EUA", manifestou Biden.
O mandatário também referiu-se à OTAN, dizendo que "está mais unida do que nunca e ainda mais pronta para manter a paz, deter a agressão e manter a liberdade em todo o mundo". "Os Estados Unidos investiram em nossas alianças e forjaram outras novas, não apenas por altruísmo, mas também por nosso próprio interesse", disse o mandatário.

O líder dos EUA também descreveu o conflito ucraniano como um "claro exemplo" de que "a luta entre a ditadura e a liberdade é interminável".
Enquanto isso, em março passado, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que as nações europeias buscam esses comentários para "colocar medo em seus povos e tirar dinheiro deles" em meio à desaceleração econômica e à queda dos padrões de vida. "Todos reconhecem isso", sublinou.
Desde o início da operação russa na Ucrânia, Biden chamou Putin de "ditador homicida", um "bandido puro" e um "criminoso de guerra". O Kremlin disse que esses foram "insultos pessoais", enquanto condenava a "retórica inaceitável e imperdoável" do presidente dos EUA.
Rússia não foi convidada
Por sua vez, o presidente russo, Vladimir Putin, lembrou que a Rússia não foi convidada a participar da comemoração do Dia D. "Acontece que somos estranhos a essa celebração da vida", comentou em resposta à pergunta de um jornalista aparecendo perante a imprensa internacional.
O presidente russo lembrou que foi a União Soviética que deu a maior contribuição para "a vitória comum contra o nazismo" e comparou o fato de Moscou não ter sido convidada como um sinal claro daqueles que querem dialogar e daqueles que não querem hacerlo.
