
Ecossexualidade: a tendência pós-moderna que une sexo a 'consciência ambiental'

Diante das mudanças climáticas e da degradação ambiental, a chamada "ecossexualidade" tem atraído atenção ao propor uma relação entre sexualidade e "consumo consciente", publicou a coluna "Pouca Vergonha" no portal Metrópoles nesta segunda-feira (22).

A tendência não significa "atração sexual por elementos da natureza", como o termo poderia sugerir, mas sim práticas mais sustentáveis no uso de produtos ligados ao bem-estar sexual.
De acordo com a sexóloga Beatriz Roedel, especialmente entre os mais jovens cresce a procura por marcas "ecologicamente corretas" que tenham "compromisso ambiental".
Produtos de maior qualidade e vida útil
"A ideia não é abrir mão do prazer, mas fazer escolhas mais conscientes e duráveis sem comprometer saúde e segurança", afirma Roedel.
Entre as prioridades, está a preferência por produtos de maior qualidade e vida útil, descartar as pilhas e as baterias dos vibradores e outros "brinquedos" em pontos de coleta adequados e dar preferência a embalagens menores e recicláveis.
A nova demanda fez com que empresas a investissem em vibradores recarregáveis feitos com materiais duráveis, vidro borossilicato ou aço inox; preservativos veganos; lubrificantes biodegradáveis com embalagens recicláveis; e lingeries confeccionadas com algodão orgânico, bambus e outros materiais ditos "sustentáveis".
A sexóloga alerta para o os perigos de utilizar objetos improvisados – como garrafas, pedaços de madeira ou frutas – nas relações sexuais, defendendo o uso apenas de produtos fabricados para esse fim e reforça que os preservativos continuam essenciais para prevenir doenças sexualmente transmissíveis e gestações não planejadas.
