O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou nesta quarta-feira (18) o "assassinato covarde" do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, como um "ataque terrorista e criminoso" perpetrado pelos EUA e por Israel.
« Quem é Ali Larijani, 'o Kennedy do Irã', morto em ataque atribuído a Israel »
"Sem dúvida, esses tipos de atos terroristas não apenas não enfraquecerão a inabalável vontade do povo iraniano de defender sua segurança e seus interesses nacionais, como também fortalecerão ainda mais a coesão nacional, a firme determinação e a resiliência do povo e dos líderes da República Islâmica do Irã na defesa da integridade do país", acrescentou o ministério.
A chancelaria informou que, no ataque conjunto dos EUA e Israel a uma área residencial de Teerã, Ali Larijani foi morto juntamente com seu filho, Morteza Larijani; o vice-ministro da Segurança Interna do Secretariado do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Alireza Bayat; e vários de seus guarda-costas.
"O vício doentio em matar"
A chancelaria iraniana condenou este "crime hediondo nos termos mais fortes possíveis" e pediu às Nações Unidas e seu Conselho de Segurança para que respondam "firmemente a esta flagrante agressão militar do regime sionista e dos EUA, bem como aos crimes hediondos que cometeram contra o povo iraniano".
"A indiferença ao vício doentio em matar, ao terrorismo, ao genocídio e aos crimes atrozes da quadrilha usurpadora que governa a Palestina ocupada arrastará o mundo e a civilização humana para a anarquia, a destruição dos valores morais e o caos, cujas consequências recairão sobre todos os países e todos os seres humanos", concluiu.
A declaração do ministério foi divulgada após Teerã ter realizado um ataque massivo em território israelense na madrugada desta quarta-feira em retaliação ao assassinato de Ali Larijani.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.