
A marca indelével dos Maias - La Lista de Erick
Sob o manto prateado de Ixchel, a deusa da Lua, os antigos maias navegavam o Caribe em peregrinação sagrada. Inspirado por essa tradição, Erick decidiu seguir a rota até seu santuário, atravessando o coração de Yucatán, no México.

A jornada começa na antiga cidade de Chichén Itzá, onde o templo de Kukulkán se revela como um enorme calendário de pedra com 365 degraus. Mas o verdadeiro desafio está nas profundezas. O Xibalbá — o submundo maia — é acessado por cavernas inundadas que, segundo a crença, dissolvem o ego na escuridão até que se renasça.
"É uma jornada que nos conecta às nossas raízes e ajuda as pessoas a se conectarem consigo mesmas", explica um guia descendente maia. Entre estalactites e raízes fossilizadas de ceiba — a árvore sagrada que une o supramundo ao inframundo —, o pânico pode chegar de repente. "A caverna quer testar se você consegue encarar seus medos", alerta.
Superada a escuridão, a recompensa é dupla: o espelho cristalino dos lagos subterrâneos e, na superfície, as surrealistas lagoas rosadas de Las Coloradas, onde o sal — outrora oferenda sagrada e moeda maia — ainda é extraído. Uma travessia que é, acima de tudo, um renascimento pessoal.




