A Justiça do Paraguai decretou a prisão preventiva do ex-presidente Santiago Peña, no âmbito da investigação sobre o Ueno Bank. O juiz Humberto Otazú determinou a medida após Peña ser acusado de suspeita de lesão de confiança e administração em benefício próprio, informa a imprensa local.
O magistrado considerou que existe risco de fuga do ex-presidente. A prisão será cumprida no Regimento de Escolta Presidencial, unidade militar responsável pela segurança de autoridades e ex-mandatários.
Peña foi destituído pelo Congresso paraguaio dias antes, em decorrência do escândalo financeiro. A decisão judicial ocorre após o Ministério Público apresentar acusações formais contra o ex-presidente.
A investigação também envolve o ex-presidente do Banco Central Carlos Carvallo, acusado dos mesmos crimes e de produzir documentos públicos com conteúdo falso. O processo alcança outras 27 pessoas, incluindo oito ex-diretores do banco.
Crise do Ueno Bank
A crise do Ueno Bank começou quando o Banco Central abriu um procedimento de resolução da instituição devido a problemas financeiros. A paralisação das operações afetou cerca de 2,9 milhões de clientes, incluindo brasileiros.
Entre as acusações contra Peña estão seus antigos vínculos acionários com o grupo que controlava o banco e a nomeação de Carvallo para comandar o órgão regulador.
A investigação também abrange a aplicação de aproximadamente US$ 355 milhões do Instituto de Previdência Social no Ueno Bank, em operações cujos limites legais foram questionados.
Santiago Peña rejeitou as acusações.