O porta-voz das Forças Armadas iranianas, Mohammad Akraminia, afirmou que o Exército iraniano não permitirá a reconstrução das bases militares dos EUA na região.
"Nunca permitiremos que as bases do inimigo na região sejam reconstruídas", declarou Akraminia em entrevista ao Fars.
Ele observou que as forças americanas amargaram grandes prejuízos durante o conflito: "Mais de 228 bases e centros de destacamento dos Estados Unidos na região sofreram danos graves ou foram destruídos".
"Não resta nenhuma base na região para levar a cabo suas missões operacionais, e eles são obrigados a fornecer combustível para seus navios e rações para suas forças de fora da região", acrescentou.
Akraminia também destacou o papel que a guerra dos Estados Unidos contra o país persa teve na derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato nos EUA.
"A resistência do povo iraniano fez com que especialistas e oficiais americanos reconhecessem o papel inegável da guerra com o Irã nesta derrota vergonhosa e demonstrou como nossa grande nação também provoca mudanças em seus assuntos internos. [...] A resistência de aço da nação iraniana derrubou os líderes belicistas dos Estados Unidos no âmbito político", afirmou.
Citando a "impotência do inimigo na situação atual", e, por outro lado, "a vergonhosa derrota" nas eleições, o porta-voz não descartou uma nova agressão. "Por isso estamos em alto grau de preparação", disse.
"Se o inimigo voltar a fazer maldades, apoiando-se nessas estratégias e nas medidas do comandante supremo, daremos ao inimigo uma resposta imediata, sem dúvida, uma resposta eficaz e sem limitações geográficas", argumentou.
"Esperamos que o inimigo seja completamente dissuadido e que o coloquemos em seu devido lugar para sempre", acrescentou.
Akraminia esclareceu que a doutrina militar iraniana "tem sido, até agora, principalmente defensiva". "Mas [...] tem experimentado uma mudança tanto no âmbito da tática como no das estratégias, e avança para o ofensivo. E nós, sem dúvida, de acordo com essas estratégias anunciadas pelo comandante supremo, ajustaremos esta doutrina para uma resposta completa ao inimigo", apontou o porta-voz.
"Meus queridos companheiros de armas estão diante do inimigo com alta moral e uma motivação muito, muito alta. Estão firmes no pacto que fizeram com o querido povo iraniano", ressaltou o oficial. "Esperamos que meus companheiros sejam firmes e constantes até o final", expressou.
Além disso, o porta-voz lembrou que, para reabrir o Estreito de Ormuz, Washington deve aceitar as condições de Teerã.
"Sem dúvida, nenhum esforço ou aventura dos Estados Unidos poderá abrir o Estreito, e o único caminho é aceitar as condições do Irã, o que as autoridades políticas têm comunicado aos americanos", concluiu.