O presidente dos EUA, Donald Trump, reuniu-se pela primeira vez com seus assessores de segurança nacional para discutir a questão iraniana desde a derrota dos republicanos para os democratas nas eleições de meio de mandato, informou o site Axios, citando autoridades americanas familiarizadas com o assunto.
Segundo a publicação, Trump considera três possibilidades para lidar com o Irã: realizar novos ataques militares, manter a pressão econômica ou buscar um acordo que envolva concessões significativas por parte de Teerã.
Após a reunião, o presidente declarou a uma jornalista no Salão Oval: "Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez tenha que fazê-lo".
Trump também afirmou que "muito em breve" será possível saber se o Pentágono vai "resolver de vez a questão do Irã". Segundo ele, os EUA estão "muito prontos e preparados para agir".
O Axios também relatou uma intensa movimentação diplomática no mesmo dia, com várias conversas telefônicas entre o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e representantes de países que atuam como mediadores: Catar, Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Omã e Egito.
O Catar discutiu com Teerã e Washington uma proposta para que os dois lados adotassem medidas de confiança ao longo de dois dias, como primeiro passo para um acordo mais abrangente.
No primeiro dia, os EUA suspenderiam o bloqueio naval e liberariam fundos iranianos congelados, enquanto o Irã convidaria a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a inspecionar instalações atingidas pelos bombardeios.
No segundo dia, o Estreito de Ormuz seria reaberto à navegação e as negociações sobre o programa nuclear iraniano e o urânio enriquecido seriam retomadas.
Paralelamente, o Axios informou que o Comando Central dos EUA (CENTCOM) está concluindo os preparativos para possíveis operações militares de grande escala contra o Irã, embora ainda não tenha recebido novas ordens.
Um possível sinal de que novos ataques estão próximos seria a chegada de um terceiro grupo de ataque de porta-aviões à região: o USS Theodore Roosevelt e seus navios de escolta têm chegada prevista ao Oriente Médio em meados de novembro.