Notícias

Santiago Peña é preso em sua residência

A Polícia Nacional do Paraguai cumpriu a ordem de detenção expedida pelo Ministério Público contra o ex-presidente, investigado por possíveis irregularidades relacionadas à instituição financeira.
Santiago Peña é preso em sua residênciaAP / Laura Fioravanti

O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi detido em sua residência, em Assunção, por agentes da Polícia Nacional. A prisão ocorreu poucas horas após sua destituição pelo Senado, em meio ao escândalo do Ueno Bank, segundo informou o jornal ABC Color.

Os policiais cumpriram a determinação do Ministério Público, formalizada pela Nota nº 97, expedida pela equipe especial anticorrupção. Peña ficou sob custódia em sua residência, à disposição das autoridades responsáveis pela investigação criminal.

Segundo a imprensa local, os agentes compareceram à casa do ex-presidente para notificá-lo da ordem de detenção. A operação ocorreu enquanto Pedro Alliana prestava juramento perante o Congresso Nacional como novo presidente do Paraguai.

A medida foi determinada no âmbito do processo nº 92/2026, identificado como "Santiago Peña s/ lesão de confiança e outros", relacionado a possíveis irregularidades no Ueno Bank. A ordem foi expedida por uma equipe de promotores especializados em crimes econômicos, combate à corrupção e crimes cibernéticos e encaminhada ao Comando da Polícia Nacional para cumprimento.

Investigação sobre o Ueno Bank

Entre as acusações investigadas estão os vínculos empresariais que Peña manteve com o grupo Ueno e a atuação das autoridades do Banco Central do Paraguai (BCP) diante dos problemas financeiros da instituição.

Os denunciantes afirmam que o BCP tinha conhecimento das irregularidades desde abril de 2026, mas não teria adotado, em tempo hábil, as medidas necessárias para evitar a crise.

O escândalo bancário também provocou protestos de clientes prejudicados e ampliou a pressão sobre o governo de Peña.

Destituição e sucessão presidencial

A prisão ocorreu após o Senado paraguaio aprovar a destituição de Peña por meio de um processo de impeachment, com 44 votos favoráveis.

O ex-presidente havia tentado renunciar anteriormente, mas o Congresso não conseguiu analisar seu pedido por falta de quórum.

Sua saída do poder abriu caminho para a posse de Pedro Alliana, que deverá completar o mandato presidencial até agosto de 2028.