O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, pretende permanecer à frente do Pentágono até o fim do mandato do presidente Donald Trump, apesar das pressões por sua saída após a derrota do Partido Republicano nas eleições. A posição foi reafirmada por seu assessor de Relações Públicas, Sean Parnell, em declarações à Fox News.
Hegseth "não dará um passo atrás nem se deixará intimidar por políticos que buscam obter ganhos partidários ou iniciar investigações infundadas onde não existe nenhuma irregularidade", afirmou Parnell, ao defender a permanência do secretário no cargo.
A pressão sobre Hegseth aumentou após a derrota eleitoral republicana, atribuída principalmente à guerra contra o Irã, conforme reconheceram Trump, o vice-presidente J.D. Vance e outros políticos. O chefe do Pentágono foi um dos principais defensores da campanha militar, planejada para durar entre três e quatro semanas de bombardeios.
Segundo fontes ouvidas pela Fox News, a Casa Branca ainda considera a possibilidade de realizar novos ataques contra o Irã. Ao mesmo tempo, políticos democratas indicaram que Hegseth estará entre os principais alvos de fiscalização no novo Congresso.
Pressão dos democratas
Antes das eleições, o líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, afirmou que os democratas "demitiriam Pete Hegseth" caso conquistassem o controle da Casa, o que ocorreu após a votação.
Outros integrantes do Partido Democrata também mencionaram a possibilidade de abrir investigações sobre a guerra contra o Irã e a liderança do Pentágono, além de um eventual processo de destituição contra o secretário.
Em resposta, Parnell afirmou que o Departamento de Guerra atuou dentro da lei e que Hegseth continuará "lutando todos os dias para defender a Constituição, liderar as tropas e proteger os Estados Unidos". O assessor também acusou os democratas de tentar organizar "falsas caças às bruxas" e garantiu que o Pentágono seguirá promovendo a agenda de Trump.
O próprio presidente americano negou que estivesse considerando demitir Hegseth. Ao comentar os relatos sobre uma possível substituição no comando do Pentágono, Trump afirmou que o secretário "está fazendo um trabalho muito bom".