'Não vamos desistir do Brasil', diz esposa de Flávio Bolsonaro após fuga aos EUA

Em publicação nas redes sociais, Fernanda Bolsonaro agradeceu o apoio recebido e afirmou que a família enfrenta dias difíceis.

A dentista Fernanda Bolsonaro, esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que sua família não desistirá do Brasil após a derrota do marido na eleição presidencial e a fuga aos Estados Unidos. A declaração foi publicada nas redes sociais em uma mensagem de agradecimento pelo apoio recebido.

"Não vamos desistir do Brasil!", escreveu Fernanda, que também reafirmou o compromisso da família com o país. "Nossa caminhada continua. O amor pelo nosso país permanece o mesmo, assim como a vontade de ver um Brasil melhor para nossos filhos e para as próximas gerações."

Na publicação, a esposa do senador agradeceu o "apoio, carinho e orações" recebidos e afirmou que o Brasil enfrenta muitos desafios. Segundo ela, milhões de brasileiros também passam por dificuldades e buscam dias melhores.

"Não são dias fáceis, é verdade. Mas, mesmo nos momentos mais difíceis, temos a certeza que Deus está conosco, nos sustentando, renovando nossas forças e nos dando sabedoria para seguir em frente", declarou.

Fernanda também pediu que seus seguidores continuassem orando por sua família e pelo Brasil. Ao citar um versículo bíblico do livro de Eclesiastes, ela afirmou que segue de cabeça erguida e com o coração tranquilo, confiando que poderá superar as adversidades.

Viagem aos EUA

A manifestação ocorreu uma semana depois de Flávio Bolsonaro, Fernanda e as duas filhas do casal chegarem aos Estados Unidos, após a derrota do senador na eleição presidencial vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A família cruzou a fronteira com a Argentina a pé e embarcou em um jato privado pago por um intermediário, a partir dos Estados Unidos. Após uma parada no Equador, o grupo chegou a Miami, na Flórida, na manhã de 28 de outubro.

No dia seguinte à eleição, Flávio foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também havia ordenado que o senador não deixasse o Brasil. A medida foi tomada no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz.