Notícias

Zambelli pede R$ 50 por mês a apoiadores para se manter na Itália

Ex-deputada criou comunidade on-line com conteúdos exclusivos e relatos da prisão; ela afirma que decisão de Moraes a impede de trabalhar e abrir contas bancárias.
Zambelli pede R$ 50 por mês a apoiadores para se manter na ItáliaMichel Jesus/Câmara dos Deputados

A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) anunciou a criação de uma comunidade paga na plataforma Kiwify para arrecadar R$ 50 mensais de apoiadores e financiar sua permanência na Itália. A iniciativa foi divulgada nas redes sociais, enquanto ela aguarda a análise de um pedido de extradição apresentado pelas autoridades brasileiras. A informação foi publicada pelo portal O Globo.

"Se você um dia me admirou, eu peço a sua ajuda para que você entre nessa comunidade e faça a sua inscrição para que eu possa me manter aqui na Itália até as coisas se resolverem no Brasil", afirmou Zambelli em vídeo.

A ex-deputada atribuiu suas dificuldades financeiras a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou sua inclusão na lista vermelha da Interpol. Segundo Zambelli, a medida a impede de abrir contas bancárias e conseguir emprego na Itália.

Ela afirmou que a decisão "destruiu" sua vida e anunciou que pretende oferecer conteúdos exclusivos sobre diferentes assuntos, além de compartilhar experiências vividas durante o período em que esteve presa.

"São R$ 50 por mês. Eu sei que muita gente não tem como ajudar com isso mensalmente, mas vou oferecer a vocês conteúdos exclusivos de várias áreas do conhecimento", declarou.

Extradição na Itália

Zambelli foi condenada pelo STF pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo porte ilegal de arma de fogo. Ela deixou o Brasil em maio de 2025, passou pelos Estados Unidos e seguiu para a Itália, país do qual também possui cidadania.

Dois meses depois, a ex-deputada foi incluída na lista da Interpol e presa pelas autoridades italianas. Ela permaneceu detida por cerca de dez meses e afirmou que desejava ser julgada na Itália.

Em julho, a Justiça italiana anulou uma decisão que autorizava sua extradição, determinando que o pedido brasileiro fosse submetido a um novo julgamento. O tribunal, porém, rejeitou a tese de perseguição política apresentada pela defesa.

Uma audiência na Corte de Apelação de Roma foi posteriormente cancelada a pedido dos advogados de Zambelli, que alegaram não ter recebido acesso aos documentos enviados pelo governo brasileiro.