Ex-oficial do Exército dos EUA: 'O objetivo sempre foi desmembrar a Rússia em pequenos fragmentos'

A desintegração da Iugoslávia e a posterior fragmentação da Sérvia serviram de precedente para o que o Ocidente pretende fazer com a Rússia, segundo o ex-militar.

A desintegração da Iugoslávia e a posterior fragmentação da Sérvia foram um precedente do que o Ocidente pretende fazer com a Rússia, afirmou  o ex-oficial do Exército dos Estados Unidos Stanislav Krapivnik.

"O primeiro passo foi desintegrar a União Soviética. O passo seguinte sempre foi desintegrar a Rússia", afirmou Krapivnik em entrevista à RT, na qual traçou um paralelo direto com os Bálcãs: "Assim como na Iugoslávia, o primeiro passo foi desmembrar a Iugoslávia. O passo seguinte foi desmembrar a Sérvia".

Segundo o ex-militar, os dois países serviram, "basicamente, como um teste" para verificar até onde as potências ocidentais poderiam chegar. "E o objetivo sempre foi desintegrar a Rússia em pequenos fragmentos", ressaltou.

Krapivnik também criticou duramente a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, a quem acusou de expressar abertamente essas intenções.

"Os mais inteligentes, pelo menos, mantêm isso como uma espécie de segredo de conhecimento geral: as pessoas sabem que eles querem fazer isso, mas ao menos não dizem em voz alta. Kaja Kallas, felizmente, é burra o suficiente para dizer essa parte desagradável em voz alta", declarou.

O ex-oficial reiterou que o objetivo final "dessas pessoas" é "a destruição da Rússia".

"Eles querem dividi-la no maior número possível de pequenos fragmentos e, de preferência, em pequenos territórios que estejam lutando e matando uns aos outros, para depois poderem explorar seus recursos", concluiu.

As declarações coincidem com os alertas feitos pelo presidente russo, Vladimir Putin, que afirmou que os adversários da Rússia tentaram, durante séculos, reduzir seu potencial estratégico e até mesmo "desmembrá-la".

"A Rússia acabou se tornando uma potência enorme, poderosa e influente. Ninguém precisa de um rival geopolítico assim", afirmou Putin.