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Ocidente quer 'desmembrar a Rússia para explorar suas riquezas', denuncia Lavrov

O ministro das Relações Exteriores da Rússia comparou os países ocidentais a "uma fera gravemente ferida" que "se torna muito mais perigosa" após perder sua hegemonia de 500 anos.
Ocidente quer 'desmembrar a Rússia para explorar suas riquezas', denuncia LavrovGettyimages.ru / Sefa Karacan/Anadolu

O Ocidente está recorrendo a métodos inescrupulosos para manter a dominação global, um objetivo que fracassou, denunciou em entrevista nesta terça-feira (8) o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov.

O chanceler afirmou que o Ocidente "sempre teve o interesse de enfraquecer" a Rússia, tanto na época do Império quanto na URSS: "Assim como agora, está interessado em enfraquecer e até mesmo em desmembrar a Rússia para tirar proveito de nossas riquezas", enfatizou.

Lavrov argumentou que "o Ocidente nunca viveu honestamente nem prosperou por conta própria, sempre à custa dos outros", e que agora "cometeu um erro" ao tentar manter artificialmente sua dominância, que já dura "mais de 500 anos". O chanceler russo afirmou que o Ocidente agora "deveria defender suas posições em uma luta honesta", mas que "nunca soube como fazê-lo".

Surgimento de novas potências

O ministro chamou a atenção ao fato de que estão surgindo "novos centros do mundo multipolar", apontando a China como "a potência mais forte e de crescimento mais rápido".

"Todos veem isso, mas os Estados Unidos e seus aliados não querem permanecer nas sombras nem reconhecer que a China os ultrapassou ao seguir as regras estabelecidas após a Segunda Guerra Mundial como base do sistema monetário, financeiro e comercial global", afirmou Lavrov.

O chanceler citou como exemplo o fato de que a China e outros países do BRICS, incluindo a Rússia, "têm direito a muito mais votos no capital social do Fundo Monetário Internacional do que possuem", mas que tudo é "bloqueado pelos americanos, que têm poder de veto".

O ministro das Relações Exteriores da Rússia acusou o Ocidente de tentar dominar o mundo "com métodos desonestos: sanções e até intervenção direta, incluindo intervenção militar", agarrando-se "às últimas possibilidades para preservar seu domínio".

"Em termos históricos, o Ocidente, especialmente a Europa, é uma fera gravemente ferida. Torna-se muito mais perigoso", concluiu.