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Como a atuação dos EUA no Oriente Médio fortalece a China

A retirada de um porta-aviões americano do Pacífico oferece a Pequim uma oportunidade de demonstrar sua influência na região enquanto Washington concentra seus recursos na guerra contra o Irã, afirmam especialistas.
Como a atuação dos EUA no Oriente Médio fortalece a ChinaPetty Officer Robert Catalano / Gettyimages.ru

A ofensiva do presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Irã está levando os limites da capacidade dos porta-aviões americanos ao limite e deixando o Pacífico Ocidental sem um dos principais navios de guerra dos Estados Unidos, o que beneficia Pequim, um dos principais rivais de Washington na região,informou a Associated Press.

O USS George Washington está deixando o Pacífico e deve substituir o USS Abraham Lincoln no Oriente Médio, em meio a crescentes preocupações sobre a saúde mental da tripulação e problemas de suprimentos a bordo do porta-aviões.

A ausência de um porta-aviões americano no Pacífico pode ser breve caso a Marinha envie outro dentro de alguns meses. No entanto, de acordo com analistas, essa situação destaca como as operações indefinidas com o Irã estão afetando alguns marinheiros americanos à medida que o governo Trump se distancia da região da Ásia-Pacífico e concentra sua atenção no Hemisfério Ocidental. Pequim "está bastante satisfeita com a distração dos EUA e com a frustração de seus aliados e parceiros", afirma Greg Poling, diretor do Programa para o Sudeste Asiático do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.

A China denuncia as ações provocativas dos EUA na região da Ásia-Pacífico e a ausência do porta-aviões oferece a Pequim mais uma oportunidade para demonstrar sua influência, observa Bryan Clark, ex-submarinista da Marinha dos EUA e analista de defesa do Hudson Institute. "Eles estão usando isso como parte da narrativa para mostrar às Filipinas, ao Japão, à Indonésia e a outros países que os Estados Unidos não são mais a grande potência dominante no Pacífico Ocidental", argumenta.