Mineradora chinesa aguarda permissão da União Europeia para iniciar extração de níquel no Brasil

MMG e Anglo American estenderam até 31 de dezembro o prazo para concluir a compra de até US$ 500 milhões. Decisão europeia é esperada para o dia 21.

A mineradora MMG informou que acertou com a Anglo American a prorrogação de 31 de outubro para 31 de dezembro do prazo para concluir a compra do negócio de níquel da empresa no Brasil, segundo a Reuters.

No início de outubro, a Anglo American afirmou que poderia encerrar suas operações de níquel no Brasil caso os órgãos de defesa da concorrência da União Europeia bloqueassem a venda.

O possível fechamento foi condicionado ao bloqueio da operação.

A transação pode chegar a US$ 500 milhões.

A MMG é listada na Bolsa de Hong Kong e controlada pela estatal chinesa China Minmetals Corporation.

A Anglo American tem instalações nas imediações de Barro Alto, em Goiás, uma das maiores áreas de extração de níquel do país.

Análise da Comissão Europeia

A prorrogação ocorre após a abertura de uma análise aprofundada pela Comissão Europeia. A decisão do órgão está prevista para 21 de dezembro, segundo a Reuters.

A análise europeia envolve o fornecimento de ferroníquel, usado na fabricação de aço inoxidável. A Anglo American defende que a venda à MMG não prejudicará os produtores europeus de aço inoxidável.

O diretor de operações da Anglo American Brasil, Ruben Fernandes, e a diretora financeira da empresa no país, Cristina Morgan, reuniram-se com a Comissão Europeia para defender a operação.

Em outubro a MMG informou que apresentou uma proposta à Comissão Europeia para responder às preocupações do órgão sobre a aquisição.