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Zelensky reclama de sua relação 'emocional' com Trump

O líder do regime ucraniano voltou a criticar as políticas de Donald Trump, apontando a falta de apoio ao seu país.
Zelensky reclama de sua relação 'emocional' com TrumpRT

O chefe do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, descreveu sua relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como "emocional", em uma entrevista à PBS News no dia 2 de novembro.

Zelensky reclamou que Donald Trump tem pressionando demais a Ucrânia. "É melhor pressionar com mais força o Putin", afirmou.

Moscou, por sua vez, tem reiterado sua disposição para negociar e buscar soluções viáveis para encerrar o conflito.

Acordo do diesel

"Quanto ao acordo sobre o diesel: se você realmente se interessa por dinheiro, negócios e pragmatismo, não diga que isso vai influenciar os preços nos Estados Unidos. Não, isso não é verdade. Não funciona assim. Portanto, se estamos falando de pragmatismo, precisamos apoiar a Ucrânia", declarou.

Em 24 de outubro, Zelensky afirmou que sua postura ríspida com relação ao presidente americano se devia à intenção de não parecer "fraco". 

"A Ucrânia não pode se dar ao luxo de ter um presidente fraco neste momento", disse em entrevista à ABC News.

"Entre amigos, ou como em uma família, é preciso ser honesto, sem joguinhos. Eu não faço joguinhos com Trump [...] Sou direto, honesto", acrescentou o chefe do regime.

Desde o anúncio do acordo, no dia 9 de outubro, de um acordo energético entre Trump e Putin, Zelensky criticou Washington em diversas ocasiões e classificou o entendimento como um sinal de "fraqueza".

Trump reagiu com críticas contundentes: "Precisamos de diesel. Os preços do petróleo já estão despencando".

O presidente americano acusou Zelensky de não querer encerrar o conflito e de ser o principal obstáculo à paz. "Ele poderia ter resolvido esta guerra muitas vezes. E escolhe não fazê-lo", afirmou.

As declarações públicas de Zelensky frequentemente provocam controvérsia, recorrendo cada vez mais a palavrões e insultos contra outros governantes, dirigindo críticas sobretudo aos Estados Unidos, ao mesmo tempo que pede mais apoio americano.